#167: Ninguém pediu esse e-mail

BRING ME DATA: Você está mandando mensagens para milhões de pessoas e a maioria delas nem abre. Essa edição explica por que isso acontece e o que fazer. Mas não para por aí: tem lápis desbancando IA, Burger King admitindo erro e Sprite de olho na Geração Z. Bora ver o que importa essa semana.

#167: Ninguém pediu esse e-mail

O que você verá no one and only e-mail com o que importa na semana:

⚡Ninguém pediu esse e-mail

⚡BRING ME MORE: Quando arroz com feijão é a Inovação

⚡Um lápis falou mais alto que 250 painéis de IA

⚡O Burger King reconhece seus erros

⚡Sprite aposta ainda mais na credibilidade urbana para conquistar a Geração Z


Ninguém pediu esse e-mail

Com campanhas cada vez mais automatizadas, as marcas estão pagando um preço alto por falar demais e dizer de menos.

Uma pesquisa da Adobe com mais de 1.000 consumidores revelou que os americanos gastam mais de 17 horas por ano só gerenciando e-mails de marketing que não têm nada a ver com eles.

O resultado é direto: 76% dizem que mensagens irrelevantes corroem a confiança na marca, 60% ficam irritados com o remetente e o ponto de ruptura chega já na nona mensagem semanal.

Para piorar, 25% dos entrevistados já perderam o prazo de pagamento de uma conta porque a caixa de entrada virou ruído.

O dado que mais deveria preocupar quem trabalha com e-mail marketing: 69% dos consumidores deletam sem nem abrir, e 65% cancelam a inscrição quando a mensagem não faz sentido para eles.

Recuperar essa confiança depois é caro, e os números provam isso.

Automatizar sem personalizar é só spam com melhor design.

👉 Saiba mais.

Um lápis falou mais alto que 250 painéis de IA

No maior festival de tecnologia do mundo, o SXSW, a apresentação que gerou mais reflexão não trouxe algoritmo, modelo de linguagem nem gadget. Trouxe grafite, madeira e uma tese que a neurociência já comprovou.

Quando a Netflix comprou a Warner, todo mundo olhou para o catálogo. Quando a Cimed contratou um influenciador fitness, todo mundo olhou para o hype. Em ambos os casos, o óbvio não era o mais importante.

No SXSW 2026 aconteceu algo parecido: mais de 250 sessões sobre IA, automação, marcas líquidas e atenção fragmentada, e o painel que mais gerou reflexão foi o de dois caras falando sobre lápis.

Grant Christensen e Alexander Poirier, presidente e VP da Blackwing, passaram uma hora no SXSW defendendo que escrever à mão faz pelo cérebro o que nenhuma tela consegue. No maior palco de inovação digital do planeta, a mensagem era analógica, e o incômodo que isso gerou é, em si, o dado mais relevante do festival.

Quando todo mundo grita sobre o futuro, quem sussurra sobre o presente chama mais atenção.

👉 Saiba mais.

O Burger King reconhece seus erros

"O que aconteceu?", começa o mais recente comercial do Burger King, que estreou durante a transmissão do Oscar no domingo à noite pela ABC. "Houve uma época em que o Burger King era o rei."

A questão tem sido o foco de um esforço de 700 milhões de dólares que já dura anos para reformular a imagem do Burger King, depois que a marca perdeu sua posição como a segunda maior rede de hambúrgueres dos EUA em 2020.

📖 Saiba mais aqui


BRING ME SHOTS

O que você talvez não tenha visto.

🤖 Transparência total? Como os anúncios in-stream nas plataformas Meta serão rotulados daqui para frente.

🛒 As marcas ainda tratam a América Latina como um mercado único, mas os criadores estão expondo as lacunas.

🤖 O LinkedIn reformulou o sistema de classificação do feed com modelos de linguagem de grande escala e arquiteturas de transformadores

🎙️ Podcast de marketing das gigantes do Brasil: Rotação de Culturas, podcast da Macfor, traz papos com líderes das maiores empresas de agro.


BRING ME MORE

Quando arroz com feijão é a Inovação

Depois que uma solução se estabelece como paradigma vencedor dentro do mercado, inovar passa a focar em mudanças incrementais, protegendo margens e evitando commoditização.

Criar nova cor aqui, um tamanho inédito ali, uma edição limitada e um acessório acolá. Um Post-it com a cor do ano da Pantone, a cerveja em barril de 5 litros, o hambúrguer com sabores do Catar durante a Copa do Mundo...

Leia o artigo completo do autor.

Quem é Luiz Serafim?

Luiz Serafim é apaixonado por inovação, palestrante, professor, diretor-executivo da “World Creativity Day” que organiza o maior festival colaborativo de criatividade do mundo e colunista da BRING ME DATA.

 

*As opiniões aqui contidas são de responsabilidade de seu autor e não refletem necessariamente a opinião do Bring Me Data.


Um lápis falou mais alto que 250 painéis de IA

No maior festival de tecnologia do mundo, o SXSW, a apresentação que gerou mais reflexão não trouxe algoritmo, modelo de linguagem nem gadget. Trouxe grafite, madeira e uma tese que a neurociência já comprovou.

Quando a Netflix comprou a Warner, todo mundo olhou para o catálogo. Quando a Cimed contratou um influenciador fitness, todo mundo olhou para o hype. Em ambos os casos, o óbvio não era o mais importante.

No SXSW 2026 aconteceu algo parecido: mais de 250 sessões sobre IA, automação, marcas líquidas e atenção fragmentada, e o painel que mais gerou reflexão foi o de dois caras falando sobre lápis.

Grant Christensen e Alexander Poirier, presidente e VP da Blackwing, passaram uma hora no SXSW defendendo que escrever à mão faz pelo cérebro o que nenhuma tela consegue. No maior palco de inovação digital do planeta, a mensagem era analógica, e o incômodo que isso gerou é, em si, o dado mais relevante do festival.

Quando todo mundo grita sobre o futuro, quem sussurra sobre o presente chama mais atenção.

👉 Saiba mais.


O Burger King reconhece seus erros

"O que aconteceu?", começa o mais recente comercial do Burger King, que estreou durante a transmissão do Oscar no domingo à noite pela ABC. "Houve uma época em que o Burger King era o rei."

A questão tem sido o foco de um esforço de 700 milhões de dólares que já dura anos para reformular a imagem do Burger King, depois que a marca perdeu sua posição como a segunda maior rede de hambúrgueres dos EUA em 2020.

Nos últimos anos, a marca vem atualizando suas operações de restaurante, tecnologia e aparência, além de ajustar itens do cardápio e mudar suas embalagens, disse Joel Yashinsky, diretor de marketing do Burger King nos EUA e Canadá, ao Marketing Brew. A empresa também alterou alguns elementos da marca, como dar ao seu mascote, o rei, o aviso de demissão.

“Muitas pessoas acharam o rei assustador”, disse Yashinsky. “Então, estamos demitindo o rei.”

Saiba mais.


Sprite aposta ainda mais na credibilidade urbana para conquistar a Geração Z

Desde os anos 1960, a Sprite moldou sua identidade em torno da cultura de rua, tornando-se a primeira grande marca de refrigerantes a se associar ao hip-hop e a construir uma presença precoce no basquete, antes mesmo que qualquer um desses estilos atraísse os profissionais de marketing.

Agora, com o lançamento de sua nova plataforma global, “It's That Fresh”, a marca está reforçando ainda mais esse DNA.

Com lançamento previsto para 180 mercados, começando com um evento em Londres no dia 19 de março, a plataforma apresenta novas identidades visuais e sonoras, além de parcerias globais que abrangem música, basquete, comida apimentada, moda e cultura urbana.

Saiba mais.


BRING ME SHOTS

Mais um shot, por favor

✈ Como uma passagem pela Força Aérea na Coreia do Sul ajudou a transformar Chuck Norris em uma marca exclusivamente americana. 

📲 Samsung domina o Lollapalooza Brasil 2026 com foco na "Ultracâmera" do Galaxy S26 Ultra

💰 Dua Lipa, queridinha da Geração Z, junta-se a George Clooney como embaixadora global da Nespresso.

🚀 Estudos de mercado que importam: entenda inovações que realmente geram impacto com os conteúdos exclusivos da Universidade Macfor

Até a próxima 👋

Chegamos na sua caixa de entrada semanalmente. Alguns servidores de e-mail podem ser meio preguiçosos e atrasarem, alguns vão querer nos sabotar e jogar para o spam ou promoções... Então, pode procurar nossa news em ambas ou nos adicionar aos seus contatos.