#168: Produto falso, faturamento real
BRING ME DATA: o que antes era uma desculpa para postar um meme se transformou em uma janela criativa disputada. Sabe o que é? Essa edição explica. Mas não para por aí: tem parcerias vendendo chocolate, 50 da Apple dando aula e a cerveja zero inundando os estádios. Bora ver o que importa!
O que você verá no one and only e-mail com o que importa na semana:
⚡Produto falso, faturamento real
⚡BRING ME MORE: Quando arroz com feijão é a Inovação
⚡Para vender chocolates, mais parcerias
⚡Como a Apple ensinou o mercado a fazer publicidade em 50 anos
⚡Cerveja zero tomou conta dos estádios e ninguém avisou
Produto falso, faturamento real
Um anel de US$ 4,99 que impede fisicamente seu polegar de rolar o feed. Um perfume com cheiro de celular novo. Suéter de luxo feito com pelo de gato resgatado.
Tudo isso aconteceu no 1º de abril de 2026. E o mais perturbador? Parte era real.
O marketing no primeiro de abril virou coisa séria. Isso porque, o que antes era uma desculpa para postar um meme no Instagram se transformou em uma das janelas criativas mais disputadas do calendário de marcas globais.
Em 2026, o jogo mudou de patamar.
As campanhas mais comentadas não tentaram apenas arrancar risada; elas testaram produtos, geraram cobertura de imprensa, venderam de verdade e, em alguns casos, revelaram mais sobre a estratégia da marca do que qualquer campanha “oficial” do ano inteiro.
Segundo a DesignRush, o volume de busca por campanhas de primeiro de abril dispara nas 48 horas ao redor do dia 1º. A janela é curta, mas o valor de mídia espontânea de uma ação bem executada se estende por semanas.
E com o investimento em creator marketing projetado para atingir US$ 44 bilhões nos EUA em 2026 (alta de 18% em relação ao ano anterior), de acordo com a Social Native, a amplificação orgânica virou vantagem competitiva de verdade.
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Para vender chocolates, mais parcerias
Empresas de bebidas, cosméticos e decoração se uniram à indústria alimentícia para lançar produtos de chocolate para a Páscoa.
O Valor Econômico publicou uma análise sobre esse movimento a partir de um levantamento que a Macfor produziu. Fabricio Macias, cofundador e VP de Marketing, foi ouvido pela reportagem e trouxe uma leitura direta de que, em momentos de pressão econômica, as marcas que se reinventam por meio de parcerias criativas são as que se destacam.
Quase 30 produtos e personagens foram licenciados para kits especiais de empresas como Kopenhagen, Cacau Show, Chocolat du Jour e Garoto, entre outras.
Em tempos mais difíceis, as marcas precisaram se reinventar e investir em criatividade. As colaborações são uma tendência muito forte este ano.

Como a Apple ensinou o mercado a fazer publicidade em 50 anos
Cinquenta anos depois, a Apple vale US$ 3,7 trilhões e é uma das marcas mais reconhecidas do planeta.
Boa parte dessa construção, porém, não veio só de hardware ou software. Veio de publicidade.
E a publicidade da Apple nunca funcionou do jeito que o mercado esperava.
A maioria das empresas de tecnologia faz propaganda de especificação. Megapixels, gigabytes, velocidade do processador. A Apple, por outro lado, entendeu muito cedo que ninguém compra ficha técnica.
Compra significado. Por isso, cada fase da comunicação da marca reflete uma maneira diferente de entregar esse significado, ajustando a mensagem ao momento em que o público se encontra na relação com o produto.
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BRING ME SHOTS
O que você talvez não tenha visto.
🤖 Como a InStyle está alcançando a próxima geração com suas séries originais para redes sociais.
🌾 Com campanha criada pela Isla, o plano de saúde para empresas Alice começa a divulgar a mensagem 'Você luta pela sua saúde. A gente também'.
🛒 As marcas ainda tratam a América Latina como um mercado único, mas os criadores estão expondo as lacunas.
🎙️ Podcast de marketing das gigantes do Brasil: Rotação de Culturas, podcast da Macfor, traz papos com líderes das maiores empresas de agro.
BRING ME MORE
Vai, Brasa! Doritos e o vai não vai…
O hype agora não é mais a seleção da cor da camisa da seleção canarinha, mas tem novamente o marketing como o centro de toda polêmica.
Depois de dez meses do primeiro hype, pode-se chegar à conclusão de que se tratava quase de uma fake news, visto que envolvia o vazamento de informação (e imagem) de algo que estava em possibilidade de teste.
Mais uma vez, os comentaristas de internet especializados em qualquer assunto se lambuzaram com análises de algo que nunca viria acontecer.
Leia o artigo completo do autor.

Cerveja zero tomou conta dos estádios e ninguém avisou
Cerveja e esporte sempre andaram juntos. O que mudou é qual cerveja. Nos últimos dois anos, o número de marcas de cerveja sem álcool comprando cotas de patrocínio em grandes eventos esportivos cresceu 135%, segundo dados da SponsorUnited.
A Corona Cero é a cerveja oficial das Olimpíadas. A Heineken 0.0 patrocina a Fórmula 1 e a Champions League. A Athletic Brewing é parceira do Arsenal. E a Guinness 0.0 está dentro da Premier League com um contrato de quatro anos.
Isso não é modinha de janeiro. É uma mudança estrutural.
O mercado global de cerveja sem álcool foi avaliado em US$ 24 bilhões em 2025 e deve chegar a US$ 50,8 bilhões até 2035, crescendo a uma taxa de 7,8% ao ano, segundo a Global Market Insights.
Para efeito de comparação, as vendas de cervejas NA (non-alcoholic) nos EUA subiram mais de 27% em 2024 em relação ao ano anterior.
Enquanto isso, o consumo de álcool entre adultos americanos caiu para 54%, o nível mais baixo em quase 90 anos, de acordo com a Gallup. A porcentagem de adultos abaixo de 35 anos que dizem beber álcool caiu de 72% (entre 2001 e 2003) para 62% (entre 2021 e 2023).
Ou seja, tem gente bebendo menos, tem gente comprando diferente, e as marcas perceberam que o esporte é a melhor vitrine para capturar esse público.
BRING ME SHOTS
Mais um shot, por favor
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