#170: O verde voltou para dizer algo

BRING ME DATA: refrigerante misturado com whey virou bundle de academia vendido em drop limitado. Essa edição explica. Mas não para por aí: Xbox apaga "Microsoft Gaming" e volta pro verde, sorvete asiático a R$ 3, e Netflix dobra aposta em vídeo vertical. Bora ver o que importa!

#170: O verde voltou para dizer algo

O que você verá no one and only e-mail com o que importa na semana:

O verde voltou para dizer algo

BRING ME MORE: O Brasil foi eleito o País Criativo do Ano. Mas nunca estivemos tão em risco

Sorvete a R$ 3 também é estratégia de marca 

Netflix apostou em vídeo vertical

MUG transformou piada em marketing de produto


O verde voltou para dizer algo

Um logo verde brilhante substituindo o cinza chapado. Uma marca corporativa enterrada de propósito. Uma CEO admitindo publicamente que a empresa estava ouvindo o mercado em outra língua. 

E o mais interessante? Não foi troca de identidade visual, foi reset de arquitetura de marca. 

Rebrand virou coisa séria. O que antes era exercício de design e identidade gráfica se transformou numa ferramenta operacional para reorganizar pricing, métrica, hardware e narrativa de plataforma sob uma mesma bandeira. 

Segundo comunicação oficial divulgada pela Microsoft, a Xbox aposentou publicamente o termo "Microsoft Gaming" e voltou ao verde clássico, com a CEO Asha Sharma reconhecendo abertamente fricções acumuladas na experiência do consumidor: cadência lenta de updates, presença insuficiente no PC, reclamações sobre o aumento do preço do Game Pass, e fragmentação no discovery, social e personalização. 

E com a empresa adotando "daily active players" como nova métrica norteadora, segundo a própria Microsoft, fica claro que a competição da Xbox deixou de ser com o PlayStation pelo trimestre e passou a ser com TikTok, YouTube, Steam e qualquer interface que disputa horas do dia do consumidor. 

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Sorvete a R$ 3 também é estratégia de marca 

Duas redes asiáticas desembarcaram no Brasil com menos de dois meses de distância.

A Ai-CHA (Indonésia) abriu em fevereiro na Liberdade com plano de 150 lojas em São Paulo até o fim de 2026 e faturamento projetado de R$ 300 milhões no primeiro ano.

A Mixue (China) inaugurou em 11 de abril no Shopping Cidade São Paulo, com R$ 3,2 bilhões de investimento anunciado e meta de 1.000 lojas até 2030, segundo dados oficiais das próprias empresas.

Casquinha a R$ 3, bubble tea a partir de R$ 10. E o ponto não é o preço. É que preço virou posicionamento de marca, não desconto temporário.

Enquanto marcas premium ocidentais ainda inflacionam ticket pra sustentar percepção de valor, Mixue e Ai-CHA construíram identidade global em cima de acesso, frequência e onipresença.

A Mixue já opera mais de 47 mil lojas no mundo. A Ai-CHA, fundada apenas em 2019, soma mais de 2 mil unidades em 31 países.

O que está acontecendo agora em São Paulo é piloto calibrado para a escala continental, não teste de mercado. 

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Netflix apostou em vídeo vertical

A Netflix anunciou em abril de 2026 algo que parecia improvável há cinco anos.

A plataforma vai introduzir um feed de vídeo vertical estilo TikTok dentro do próprio aplicativo mobile, com clipes curtos de filmes, séries e podcasts em formato deslizável.

O lançamento aconteceu junto com o relatório de resultados do primeiro trimestre, no qual a empresa também declarou meta de dobrar a receita de publicidade no ano.

É um movimento único, articulado, que muda como uma das maiores plataformas de streaming do mundo planeja crescer daqui pra frente.

A leitura rápida pode confundir essa decisão com cópia de TikTok ou Instagram Reels. Não é. O que a Netflix está fazendo, de fato, é reposicionar o app mobile como ambiente de descoberta contínua, não apenas de reprodução.

Quando o consumidor abre o aplicativo, em vez de buscar algo específico para assistir, vai encontrar um stream rolável que apresenta a biblioteca, os podcasts e os trailers em formato consumível em segundos.

Essa é uma mudança operacional disfarçada de atualização visual.

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Conteúdo do artigo

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BRING ME MORE

O Brasil foi eleito o País Criativo do Ano. Mas nunca estivemos tão em risco

Em 2025, o Brasil chegou ao Cannes Lions como a segunda maior delegação do mundo. 2.736 peças inscritas. Crescimento de 32% em relação ao ano anterior. E no fim da semana, saímos com um título que nunca tinha sido dado a nenhum país: Creative Country of the Year.

Foi um momento genuíno. Não foi sorte. Foi décadas de talento, de profissionais que aprenderam a contar histórias de um jeito que o mundo ainda não tinha visto.

Mas tem algo que me incomoda desde então.

Leia o artigo completo do autor.

Quem é Fabrício Macias?

Desde 1998 no digital, Fabrício Macias é co-CEO da Macfor, premiada e conhecida como a agência dos jogos difíceis. Idealizador da BRING ME DATA, tem uma trajetória marcada por grandes resultados em marcas como O Boticário, Deezer, Bunge e Syngenta.

 

*As opiniões aqui contidas são de responsabilidade de seu autor e não refletem necessariamente a opinião do Bring Me Data.


MUG transformou piada em marketing de produto

A MUG Root Beer, marca da PepsiCo, anunciou um lançamento que parecia tirado direto de um meme de TikTok.

A “MUG Brotein”, um drop de edição limitada que combina o refrigerante MUG Zero Sugar com um shake de proteína baunilha, dentro de um bundle que inclui shaker, sacola de academia e camiseta regata.

Tudo isso assinado por George Kittle, tight end do San Francisco 49ers, e pelo mascote canino histórico da marca.

Para quem trabalha com marketing, essa campanha vale análise atenta, porque mostra como marketing de produto limitado bem-feito transforma piada cultural em ativo comercial sem perder identidade de marca.

A leitura rápida pode classificar isso como mais uma collab marca-celebridade.

Não é exatamente. O que a MUG fez é diferente.

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Até a próxima 👋

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