Quem está bancando a safra 2025/26, afinal?

O que mais importa para o marketing no agro hoje: abril está mostrando um agro que se financia com mercado de capitais, negocia em feiras, se explica no pãozinho, monitora Nova York e começa a tratar marketing como ciência aplicada.

Quem está bancando a safra 2025/26, afinal?

Confira o que você vai saber na edição da BRING ME DATA - Agro desta quinta-feira, 16/04:

Quem está bancando a safra 2025/26, afinal?

BRING ME MORE: se o seu RTV pedir demissão amanhã, sua marca ainda existe para o produtor?

⚡ Menos lavoura aqui, mais caminhão na fronteira, mais pressão no pãozinho

Preço do algodão sobe em NY, puxado pelo petróleo e pela seca


Quem está bancando a safra 2025/26, afinal?

Se você olha só para o clima e para Chicago, está vendo só metade do filme.

A outra metade está na prateleira menos sexy do agro: crédito. E ela está bem movimentada.

Entre julho de 2025 e março de 2026, o crédito rural empresarial somou R$ 404 bilhões em recursos contratados, alta de 10% em relação ao mesmo período da safra anterior.

Desse total, R$ 387 bilhões foram efetivamente liberados para produtores, crescimento de 5% ano contra ano. O grande protagonista tem nome e sobrenome: CPR (Cédula de Produto Rural), que cresceu 38%, alcançando R$ 183,1 bilhões.

Quando você soma CPR com o crédito tradicional de custeio, o volume destinado à produção chega a R$ 303,1 bilhões, 13% acima da safra anterior.

Tradução simultânea: quem está segurando a barra da safra não é mais aquele crédito rural “clássico” sozinho, é o mercado de capitais, entrando com CPR, Fiagro, estruturas de recebíveis e afins.

Para o executivo, isso muda o jogo: vender insumo, máquina ou serviço sem entender minimamente estrutura de financiamento virou quase falta ética.

Quem dominar esse idioma consegue sentar na mesa do produtor para falar de pacote completo: tecnologia + crédito + gestão de risco.

Veja a análise completa.

📉 Show Rural Colíder reforça agenda de inovação no MT, com foco em tecnologia, pecuária e geração de negócios, com apoio de grandes players da cadeia de proteína

🚙A edição 2026 da Tecnoshow Comigo ocorre em ambiente de custos elevados e preços de commodities mais baixos, mas ainda assim movimenta a economia local e o relacionamento entre indústria, cooperativas e produtores

🤝 Análises apontam que fertilizantes ainda mantêm custos de safra em patamar elevado ao longo de 2026, mantendo a necessidade de disciplina na compra, no uso e na estratégia de produtividade.

📉O volume de capital indo para tecnologia contrasta com o esforço de investimento no agro “físico”, criando a “maior assimetria de capital da história do agro”

🎧 Podcast Rotação de Culturas: ouça todos os episódios do melhor podcast de marketing no agronegócio, produzido pela Macfor. 

Se o seu RTV pedir demissão amanhã, sua marca ainda existe para o produtor?​

"Mas no agro o relacionamento é pessoal, sempre foi assim." Sempre foi assim quando o produtor não tinha alternativa. Quando a informação vinha só do representante e da cooperativa. Hoje, 72% dos produtores compram online e quase 87% pesquisam marcas em redes sociais. O produtor tem acesso a dez concorrentes no bolso. A barreira de saída que você achava que era lealdade era, na verdade, falta de opção. E opção agora ele tem de sobra.​

Veja o artigo completo de Diogo Luchiari.

Quem é Diogo Luchiari?

Top Agribusiness Voice, Diogo é Sócio & VP de CS e Operações da Macfor, maior agência de agro do país, é formado em Engenharia Agronômica pela UNESP e Universidade de Minnesota com MBA em Marketing pela FGV-SP e pós-graduação em Data Science e IA. Especialista em inteligência comercial e soluções para o agro, ele lidera estratégias de marketing digital baseadas em Data Science.

Menos lavoura aqui, mais caminhão na fronteira, mais pressão no pãozinho

Se o pão francês pudesse dar entrevista, ele certamente estaria pedindo uma consultoria de risco geopolítico.

Custos de produção altos e baixa remuneração na safra 2025/26 desanimaram o produtor em estados como o Rio Grande do Sul; houve caso de trigo sendo vendido a cerca de R$ 1.000 por tonelada, o que não paga a conta.

Com isso, a produção interna deve ficar abaixo da demanda, empurrando o país para um patamar de importação que pode chegar a 8 milhões de toneladas, o suficiente para nos colocar como maior importador mundial de trigo, à frente do Egito.

A indústria já sentiu: desde o início do conflito no Oriente Médio, houve aumento de cerca de US$ 50 por tonelada no trigo importado e mais de R$ 200 por tonelada no mercado interno, impacto próximo de 20%.

O resultado não é exatamente uma surpresa: menos área plantada + mais importação + logística cara + dólar que sobe e desce por conta de guerra = pão, macarrão e biscoito subindo de preço.

E adivinha quem leva a culpa no imaginário popular? O agro.

Veja o artigo completo.


Preço do algodão sobe em NY, puxado pelo petróleo e pela seca

Enquanto a gente olha para soja e milho, o algodão vai subindo a ladeira em Nova York.

Nos últimos pregões, o contrato julho bateu US$ 76,63/lb, maior nível desde maio de 2024, com alta de 1,73% em um dia.

Dois motores explicam a escalada:

  • Petróleo mais caro: quando o barril sobe, fica mais caro produzir poliéster, o que melhora a competitividade da fibra natural.
  • Clima tenso nos EUA: seca persistente em regiões produtoras, especialmente nas Grandes Planícies e no Texas, acende alerta sobre a oferta da temporada.

Ao mesmo tempo, o USDA revisou para cima a produção global de algodão em 900 mil fardos, com aumento em China, Índia e Paquistão, e também elevou o consumo em 560 mil fardos para a safra 2025/26. 

Saiba mais.


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