#171: Agostinho Carrara voltou para dar aula de IA
BRING ME DATA: "Carrara Modas" nascendo a partir de um rabisco e quatro comandos de IA. Essa edição explica. Mas não para por aí: "Tá Liberado Acreditar" com Brahma, Nubank assume o naming rights do estádio do Palmeiras e novo rosto no Duolingo. Bora ver o que importa!
O que você verá no one and only e-mail com o que importa na semana:
⚡ Agostinho Carrara voltou para dar aula de IA
⚡BRING ME MORE: Luto dos Brand Lovers: Rádio Eldorado e outras histórias
⚡ Brahma faz da descrença uma razão para acreditar
⚡ A casa continua verde, mas o letreiro é roxo
⚡ Ana Paula assume reinado no tabuleiro do Duolingo
Agostinho Carrara voltou para dar aula de IA
Um táxi amarelo encostado em Alcântara. Um personagem que ficou trinta anos fora da publicidade. Uma "Carrara Modas" inteira nascendo a partir de um rabisco e quatro comandos de inteligência artificial.
E o mais interessante? O Canva não trouxe Agostinho para emocionar, e sim para demonstrar produto.
Nostalgia no marketing virou coisa séria. O que antes era recurso emocional para emocionar consumidor saudosista se transformou em ponte direta para apresentar tecnologia complexa a quem ainda não a conhece, especialmente pequenos e médios empreendedores brasileiros.
Segundo comunicação oficial divulgada pelo Canva, a campanha que estreou em 5 de maio marca a chegada do Canva IA 2.0 ao Brasil, com filme de quatro minutos veiculado em horário nobre da Globo e nos canais digitais, dirigido criativamente por Bruno Sabino e estrelado por Agostinho Carrara, personagem de Pedro Cardoso autorizado a voltar à publicidade pela primeira vez em três décadas.
E com 1 em cada 9 internautas brasileiros já usando a plataforma mensalmente, segundo dados oficiais da própria empresa, e o Brasil sendo o segundo maior mercado do Canva no mundo, fica claro que a aposta em personagens da cultura pop nacional, que sucede ações com Xuxa, Jacquin e Gracyanne Barbosa, deixou de ser experimento criativo e virou estratégia coordenada de localização cultural.
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Brahma faz da descrença uma razão para acreditar

A Brahma colocou no ar uma campanha que merece atenção atenta de quem trabalha com construção de marca.
“Tá Liberado Acreditar”, criada pela Africa Creative, parte de uma constatação desconfortável que outras marcas do setor preferiram ignorar, e usa essa constatação como ponto de partida narrativo, não como obstáculo a ser disfarçado.
Pesquisas recentes do Datafolha e da Quaest mostram que apenas cerca de 30% dos brasileiros acreditam na conquista do hexa pela Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2026.
O número está entre os mais baixos das últimas décadas. A maioria das marcas patrocinadoras tradicionalmente trata esse cenário ignorando o sentimento real do torcedor e apostando em entusiasmo genérico. A Brahma fez o oposto.
Para profissionais de marketing, o caso vale análise atenta pela calibragem da operação. Isso porque, é um exemplo claro de marketing emocional bem aplicado, com leitura de contexto cultural sensível e construção de mensagem que reconhece o consumidor antes de tentar convencê-lo.
A leitura rápida pode reduzir a campanha à sacada de juntar Ronaldo Fenômeno e Carlo Ancelotti num filme. A presença dos dois é importante, mas o que sustenta o trabalho é a estratégia narrativa anterior.
A campanha trabalha numa lógica de três tempos: reconhecer a dúvida que existe hoje, revisitar momentos históricos em que o Brasil venceu sem ser favorito, e propor que acreditar é uma escolha legítima novamente.
A casa continua verde, mas o letreiro é roxo

No dia 4 de maio de 2026, o Nubank anunciou oficialmente que o estádio do Palmeiras passa a se chamar Nubank Parque.
O nome venceu votação popular realizada entre 10 e 30 de abril, com quase 500 mil participantes (um voto por CPF), e bateu as outras duas alternativas disponíveis (Nubank Arena com 29,8% e Parque Nubank com 22,7%) com 47,5% dos votos.
O contrato com a WTorre, gestora do estádio, vai até 2044 e prevê pagamento anual de cerca de R$ 50 milhões à empresa, com potencial total estimado em R$ 900 milhões ao longo dos 18 anos de vigência.
Trata-se do maior contrato de naming rights da história do esporte brasileiro, mais que o triplo do valor pago anualmente pela Allianz Seguros desde 2014, que era de R$ 15 milhões.
Para profissionais de marketing, o caso vale análise atenta pela combinação de três variáveis: o valor recorde, o desenho participativo da escolha e o que essa operação inteira sinaliza sobre a evolução do mercado de naming rights no Brasil.
A leitura rápida pode reduzir a operação ao tamanho do cheque. O dinheiro chama atenção, sem dúvida. Porém, o que o Nubank fez aqui vai além de assinar o maior contrato.
Combinou ativação de marca, construção de comunidade e roadmap de transformação física do espaço, tudo dentro de uma estratégia maior que inclui parceria com Inter Miami, patrocínio à Mercedes-AMG na F1 e presença consistente em ativos esportivos de alta visibilidade emocional.
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BRING ME SHOTS
O que você talvez não tenha visto.
🎙️ Spotify lança "Verified by Spotify" pra separar humano de IA. Selo verde com checkmark pra identificar artistas reais. Critérios: presença identificável dentro e fora da plataforma
🌾 Apple lança "Listen your body. Not everybody", filme de 30 segundos da Apple Marcom (equipe interna), direção de Björn Rühmann e produção da Smuggler.
🛒 Uber renova campanha "You're almost there" em aeroportos, retomando a plataforma criativa com a mesma estratégia, mantendo o posicionamento e refrescando só a execução.
🎙️ Podcast de marketing das gigantes do Brasil: Rotação de Culturas, podcast da Macfor, traz papos com líderes das maiores empresas de agro.
BRING ME MORE
Luto dos Brand Lovers: Rádio Eldorado e outras histórias
Luto é a reação emocional a uma perda significativa, imediatamente relacionada à morte de uma pessoa querida. Ao longo do tempo, luto também conquistou espaço para designar estados mais amplos de tristeza, como uma demissão inesperada, o fim de um relacionamento amoroso, o fracasso de um projeto importante ou qualquer outra notícia tremendamente desestabilizadora.
Leia o artigo completo do autor.
Ana Paula assume reinado no tabuleiro do Duolingo

O Duolingo, em mais uma das suas jogadas de marketing, lançou uma campanha que merece atenção atenta de quem trabalha com construção de marca.
Ana Paula Renault, vencedora do Big Brother Brasil 2026 com 75,94% dos votos, virou rosto da nova fase do curso de xadrez do aplicativo.
Portanto, a escolha foi feita por encaixe narrativo, e o argumento central da campanha amarra duas coisas que parecem distantes. A lógica de antecipar movimentos e construir alianças no reality é, do ponto de vista cognitivo, a mesma lógica que move o tabuleiro de xadrez.
Para profissionais de marketing, o caso vale análise atenta pela calibragem da operação inteira, mais do que pelo produto em si. O que o Duolingo entregou aqui é um exemplo claro de marketing cultural bem aplicado, com timing cirúrgico e narrativa coerente.
A campanha vai além de pegar a vencedora do programa do momento e colocá-la segurando o aplicativo. Combina contexto cultural ao vivo, produto educacional e narrativa que transforma audiência passiva em usuário ativo, tudo dentro de uma janela curta de relevância midiática.
BRING ME SHOTS
Mais um shot, por favor
🤖 China barra demissão por substituição de IA. Corte Intermediária de Hangzhou decidiu que empresas chinesas não podem demitir funcionários só pra trocá-los por IA e cortar custos.
🛒 Axe pede aos fãs de futebol que se arrisquem para conseguir ingressos para a Copa do Mundo
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